E cá estou eu novamente. Será que consigo manter meu broguinho dessa vez?
Sei não...sei que deu vontade de vir aqui falar sobre meus trinta anos.
Sim, de repente, eu tenho 30! E agora?
Quando eu era criança, eu achava que 30 anos era velhice. Quando eu tinha 15, 16, eu achava lindo ter 30. Quando eu tinha 18, eu tinha certeza de que as pessoas de 30 eram totalmente decididas e resolvidas na vida e de que eu seria assim também, certamente. Quanto engano...rsrs
Olha só, cheguei aos 30 e me sinto com 18. Não sei de nada, não tenho nada resolvido nem decidido na cachola. Aliás, eu tinha muito mais certezas aos 18 do que tenho agora...kkkkk
Sinto - me mais segura pra falar das minhas inseguranças e pra assumir que não sei se sei o que estou fazendo e pra onde quero ir. E acho que essa é a única coisa que melhorou, porque, minha filha, a gravidade é cruel e incansável...rsrs
Dias atrás, me olhei no espelho e levei um susto! Os trinta me deram uma voadora na cara! Sério! Hahaha... O corpo muda de repente. Parece que todas as besteiras que comi na vida vieram, de uma vez, parar nos meus braços e abdômen. Nem vou falar de celulite e culote, pois estou de TPM e isso acabaria em lágrimas, no mínimo. rsrs
Mas, sabe, também tenho refletido muito sobre aparência, sobre essa busca desenfreada por uma beleza esteriotipada que todo mundo, no fundo, acredita que seja mesmo mais bonita e saudável. Luto contra isso dentro de mim, mas me incomodo com a minha gordura localizada...
Aos trinta fiquei ainda mais sensível, choro ainda mais facilmente e me abalo com os julgamentos alheios sobre o que como, sobre meu corpo, sobre não querer ter filhos (até hoje - sempre reforço isso pra ver se diminui a indignação e certa raiva das pessoas por mim ao dizer isso) e também com o ódio todo derramado pela geral por aí.
Também quero mudar, quero crescer, aprender, me aprimorar e me superar. Quero ganhar mais, mas também quero uma vida mais simples. Quero viajar pelo mundo, estudar fora e comprar uma "casa no campo...". E mais tatuagens.
Mas, acima e apesar de tudo, se eu tivesse imaginado minha vida aos 30, não seria tão perfeita pra mim e para o momento do que é hoje. Aos trinta, sou feliz.
Quero muito. Vamos lá!
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