O CCCE (Centro Cultural Campos Elíseos) oferece gratuitamente aulas de violão, guitarra, contra baixo, cavaquinho, violino, viola popular, viola de concerto, violoncelo, flauta doce, flauta transversal, piano, musicalização, ballet, dança contemporânea, dança de rua, teatro, entre outras atividades para cerca de mil alunos de 3 a 21 anos.
Os professores responsáveis por essas aulas, hoje, são associados a uma ONG conveniada em 2010 para que o projeto, que atende todos os requisitos exigidos pela Prefeitura Municipal de Ribeirão Preto, não acabasse, uma vez que alguns empecilhos foram gerados.
Três concursos foram aplicados e prestados por alguns dos atuais professores do CCCE (professores estes que tiveram aprovação plausível nos concursos), porém, todos de caráter temporário, com duração de dois anos, podendo ser renovado por mais 2 anos, o que aconteceu com o último. Acontece que, após o vencimento do contrato deste último concurso, que durou quatro anos, o vereador Bertinho Scandiuzzi foi convidado à conhecer o projeto e sua ajuda foi solicitada, pois a notícia era a de que o projeto seria encerrado.
Bertinho, após confirmar a importância do projeto na formação das crianças e adolescentes atendidas e a extrema organização e funcionalidade, levou para a Câmara dos Vereadores de Ribeirão Preto a proposta de efetivação dos professores para que se tornassem funcionários da Prefeitura de RP, uma vez que já exerciam suas funções há mais de cinco anos consecutivos. O projeto de Bertinho foi aprovado por unanimidade, mas o então prefeito vetou. Bertinho voltou a apresentar o projeto de efetivação dos professores, que novamente foi aprovado por unanimidade e vetado. O então prefeito não aprovou a efetivação direta dos professores, mesmo após duas votações na Câmara, tampouco a abertura de um concurso de caráter definitivo (efetivo) para estes, proposta elaborada pela responsável do CCCE nesta época, que entrou com um processo para abertura de cargos de professor ou monitor de música e dança para o CCCE.
Após a mudança na prefeitura (quando a prefeita Dárcy Vera assumiu), a nova prefeita conheceu também o projeto e disse ter muito interesse em efetivar os professores para fortalecê-lo ainda mais, porém os cargos abertos para novo concurso de caráter efetivo foram eliminados. Lembramos também que a atual administração relatou, por diversas vezes, que o município de RP “deveria” ter uma escola municipal de artes, que é exatamente o que é o CCCE, há cerca de sete anos e com louvor e aprovação da comunidade.
A comunidade, aliás, já se manifestou nas ruas e na imprensa, por duas vezes, pedindo a efetivação dos atuais professores pelo excelente trabalho desenvolvido por eles e pela oportunidade de crescimento e destaque dada aos seus filhos, alunos do CCCE.
É comprovada a relevância na formação das crianças, adolescentes e jovens atendidos pelo CCCE, que se destacam por atingirem melhores notas na escola, melhor comportamento social e desenvolver habilidades artísticas.
Mais uma vez, o projeto é ameaçado de ser extinto e os professores, que há quase 10 anos vêm lutando por melhorias e uma formação diferenciada, seriam simplesmente desligados do projeto, mesmo por meio da ONG (ACQUARP – Associação Quarteto de Cordas de RP), o que encerraria o sonho de cerca de mil alunos e suas respectivas famílias, além de eliminar a única escola municipal de Artes de RP que funciona com organização, responsabilidade e grande dedicação de seus professores, sempre lutando por um ideal maior: formar cidadãos melhores!!!
Professores do CCCE e ACQUARP
(por Pâmela Fattibene)