Me pergunto, com frequência, como pode alguém formado em Licenciatura não amar com todas as suas forças a Educação?
Mas me alegro ao conhecer melhor a história maravilhosa de uma vida totalmente dedicada à Educação, como a de Maria Montessori, uma mulher fantástica, inteligentíssima, que criou um método em que é possível, efetivamente, transformar crianças, seres puros e maravilhosos, em cidadãos completos e melhores!!!
Tive a deliciosa oportunidade de conhecer Maria Montessori nos três anos em que trabalhei no Colégio Radius e absorvi um pouco do amor e da admiração profunda que a diretora Valdete tem por Montessori e que me ensinou sempre com paciência e carinho.
Agora, estou vivendo outra maravilhosa oportunidade de trabalhar no Colégio Santa Úrsula, um lugar iluminado, onde se estuda muito e se aplica com grande dedicação e doçura o método incrível que essa mulher predestinada criou.
Maria Montessori
Maria Montessori nasceu em 31 de agosto de 1870 na pequena cidade de Chiaravalle, no leste da Itália. Filha única de Alessandro Montessori e Renilde Stoppani, Montessori era neta do famoso geólogo e naturalista, Antônio Stoppani.
Ao completar 12 anos, sua família, de modesta condição econômica, muda-se para Roma, visando oferecer à filha as oportunidades de uma educação mais completa, quando fosse o tempo de iniciar seus estudos.
Aluna de uma escola elementar pública, Montessori não foi o que podemos chamar de aluna brilhante, mas a vivência na capital, rica de idéias novas e particularmente fascinante - fomentada pela Reunificação da Itália e pela afirmação e desenvolvimento de novas instituições democráticas - fez com que Montessori adquirisse alguns aspectos que viriam a se juntar ao seu caráter forte, e que a marcaria para sempre.
Seu grande senso de dever, sua natureza assertiva, suas fortes convicções e a forma vigorosa de expressá-las rendeu-lhe ao longo da vida, muitos seguidores e... muitos opositores.
Maria Montessori construiu sua história pessoal, intelectual e científica dedicando-se por mais de meio século ao estudo e à pesquisa do mais fundamental e difícil problema do homem - a sua formação; porque considerava que só através dela seria possível agir diante de questões decisivas da vida - sua conservação e seu desenvolvimento.
Até sua morte em 6 de maio de 1952, então com 81 anos, viveu de maneira concreta e apaixonada a história de seu próprio tempo, imersa na sua luta e na sua conquista, concebendo e experimentando novas alternativas, contestando as tradições e os dogmas, lançando-se com coragem às novas necessidades e às novas perspectivas da Educação, da Criança e da Humanidade.