O ser humano é radical.
Eu acho mesmo é que, por mais que alguns lutem pelo contrário, nós só conseguimos viver se industrializarmos as coisas. Digo industrializar no sentido de criar um modelo e fazer, ou tentar fazer, uma linha de produção desse modelo, seja uma ideia, uma dieta, moda ou uma regra qualquer, e transformá-lo em um produto para vendê-lo.
Quando acreditamos em alguma coisa, nos esforçamos para convencer as pessoas de que isso é o correto, o melhor, o ideal e de que todos deveriam ser, pensar ou fazer isso.
Muitos falam e contestam o capitalismo, a forma como ele trabalha para embutir ideias, dietas, moda, cultura, pensamentos, tudo em nossas cabecinhas influenciáveis, mas esses muitos também não trabalham para fazer o mesmo porém com ideias e etc. diferentes?
Veja, é comum consumir carne. Vemos propagandas de carne na TV, sabemos que a indústria da carne é gigante e que faz isso ou aquilo (que não preciso ficar detalhando aqui, pois todo mundo sabe muito bem como tudo funciona, hoje em dia. O Facebook, o Google e o Youtube ensinam tudo!) e a maioria das pessoas come carne e acha que isso é certo ou, pelo menos, "normal". Muitas pessoas, principalmente nos últimos anos, têm se tornado vegetarianas ou veganas (deixando de comer carne e produtos derivados de animais) e essas pessoas acreditam que isso é certo. Nos dois casos citados, as pessoas não passam simplesmente a comer ou a deixar de comer carne, elas passam a tentar doutrinar os outros.
Por quê? Porque temos a necessidade de impor pensamentos, de comandar, de influenciar, de conseguir súditos, pupilos, seguidores...
Como políticos natos que somos, tentamos convencer todos ao nosso redor de que nossas ideias são as mais certas, mais saudáveis, mais evoluídas, mais felizes, mais mais.
A gente se acha tanto, que fica dando opinião na vida dos outros e estigmatizando esse ou aquele "tipo de gente" o tempo todo! Isso é tão comum que os sites de relacionamento social trazem os campos "comentar, curtir e seguir" a pessoa e as postagens dela.
Claro que não estou aqui defendendo a ditadura, a hipocrisia ou a falsidade em que ninguém pode dizer e expor o que pensa e sente. De jeito nenhum!!! Eu sou totalmente a favor da liberdade de expressão. Mas também sou a favor da compreensão e daquela esquecida atitude de pensar antes de falar. Porque nem sempre estamos certos, às vezes o meu certo não é o seu certo e, às vezes, eu não tô nem aí pro seu certo, ou você pro meu.
Eu não gosto de estigmatizar as pessoas nem de ser preconceituosa, mas tenho que admitir que não gosto de pessoas que acham que podem dar lição de moral nos outros, por exemplo, não gosto de gente que malha e acha que quem não faz isso é errado, não gosto de gente que come ou não certas coisas e acha que pode apontar para os que comem ou não outras coisas com aquela cara de nojinho, não gosto de gente magra que acha feio ser gordo ou gordo que pensa "dane-se ser assim", não gosto de gente que só anda na moda e acha graça de quem não liga pra ela e nem de quem usa qualquer roupa em qualquer lugar e se acha mais evoluído por isso...
Enfim, eu sou igual a todos esses exemplos que dei, porque reparo mais no que os outros acham, gostam, fazem ou não e tomo decisões de gostar, seguir ou não essas pessoas antes de saber do que eu gosto, como eu penso e o que eu acho certo ou não fazer. Eu sou gente e gente é assim (ou não).
OBS: Não quis fazer nenhuma crítica específica a alguém com esse texto, a não ser a mim. Mas se você leu e achou que serve pra você também, legal, fico feliz. Se você leu e se incomodou, problema seu, não meu. Se você quiser fazer algum comentário, seja ele qual for, será bem-vindo, eu adoro saber a opinião dos outros! hahahaha
Beijos de batom...