domingo, 23 de fevereiro de 2014

Um pouquinho sobre TDA e TDAH

Antes tarde do que nunca!!!kkkkkk
Vamos lá...
Essas anotações a seguir foram feitas por mim durante a oficina pedagógica da Prof. Silvana Aparecida de Lucca,  "Dificuldades de aprendizagem", que participei em janeiro/2014 e adorei.
Atualmente, fala-se muito do TDA e TDAH como as principais causas da dificuldade de aprendizagem dos alunos, mas pouco sabemos sobre esses transtornos, como identificá-los e como trabalhar com esses alunos. Não tenho a intenção de trazer respostas aqui, até porque não as tenho!rsrs... Mas vou dividir o que aprendi para refletirmos juntos e buscarmos auxiliar o desenvolvimento dos nossos pimpolhos.
Existem estudos que dizem que o TDAH tem 75% de hereditariedade! Essa informação é muito importante, pois nós, professores, sempre cobramos a ajuda da família e nos irritamos com aqueles pais que parecem não querer ajudar seus filhos, né? Mas e se alguns realmente não conseguirem? Alguns simplesmente acham que a responsabilidade é da escola (aqueles dignos de nossa compaixão, que na verdade não têm estrutura para se dedicar decentemente à formação de seus filhos e então tentam transferir essa responsabilidade para a escola!), mas outros podem sofrer com isso e não conseguir se concentrar o suficiente para ajudar a criança, porque também tem TDA e/ou TDAH.
As pessoas com TDAH  têm a capacidade inibitória comprometida, ou seja, elas não têm controle de algumas ações, o que começa a ser treinado no berço,  quando o bebê chora e sempre é atendido prontamente aprendendo a fazer manha e não aprendendo a se "controlar".
O TDAH é crônico, persistindo na vida adulta, porém tem tratamento e pode ser controlado, a pessoa pode ser reabilitada.
Existem outros vários tipos de transtornos que podem ser confundidos (por nós, leigos) com o TDAH, por isso é essencial que os professores, ao identificarem alguma dificuldade de aprendizagem no aluno, conversem com a família para identificar se há algum problema temporário que possa estar interferindo no desenvolvimento do aluno, ou se devem instruir a família a procurar um especialista (neurologista, psicólogo e psicopedagogo) para que seja feito um diagnóstico. É importante que o professor demonstre conhecimento sobre o assunto e deixe claro o quanto esse diagnóstico será importante para o desenvolvimento saudável da criança na escola e na vida!
Também é essencial que os professores e  a escola sejam sensíveis para trabalhar com esses alunos, flexibilizando currículos para estimular seu desenvolvimento e não, como infelizmente a escola costuma fazer, forçando um formato pré definido e comum a todos (bem quadrado e cheio de ideias prontas), o que soma à dificuldade de aprendizagem, o fracasso escolar!

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