sábado, 6 de julho de 2013

O tamanho da felicidade

Nós somos felizes e não sabemos... às vezes, num momento de turbulência, nos deparamos com alguma situação e a nossa própria felicidade é esfregada na nossa fuça pra ver se a gente para, respira e sorri.
Hoje está sendo um dia de grandes emoções pra mim.
Pode parecer bobo pra você, mas pequenas coisas aconteceram (e o dia ainda está só começando) e me fizeram parar, respirar e sorrir no final.

Pela manhã, reencontrei um velha amiga (velha, sim, assuma! rsrs) num momento de grande emoção e pude desfrutar de um abraço demorado e muito verdadeiro, talvez pela primeira vez em quase 16 anos que nos conhecemos. Foi tão bom!!! E naquele momento eu pude reviver deliciosas sensações e me lembrar de que, dentro de uma carapaça de patricinha implicante (hehe), há um coração doce, uma pessoa sensível, que é tão linda por dentro quanto por fora... e eu fiquei mais feliz! 
(Mari, eu amo você! Amo sua mãe e seu pai! Serei eternamente grata por conhecer vocês e ter vivido momentos tããão maravilhosos e inesquecíveis com vocês!!!)
Enquanto as lágrimas teimavam em cair, minha mãe me abraçou de forma tão suave, daquele jeito que só as mães sabem fazer, e eu fiquei mais feliz, porque me senti reconfortada e segura.
Depois, meu pai me deu a mão, enquanto caminhávamos até o carro, e eu aproveitei cada segundo daquela mão suave, fofinha e que me dá total segurança. E eu fiquei mais feliz!


Fomos almoçar, eu, meu pai e minha mãe, num restaurante super simples e bastante cheio, quando chegou um casal de noivos com a família para a celebração do casamento que acabara de acontecer. 
A noiva estava flutuando, derramando alegria por onde passava.... seu sorriso nunca se fechava e ela parecia brilhar! O noivo também sorria e abraçava muito as pessoas.
Os convidados entregavam presentes e cumprimentavam os noivos enquanto mastigavam a comida... mas todos pareciam muito alegres! O fotógrafo seguia a noiva como uma sombra e registrava cada movimento.
Uma menininha, que estava com a mãe e a avó em uma mesa ao nosso lado, correu atrás da noiva e pediu para tirar uma foto com ela. A noiva aceitou achando graça e, gentilmente, se abaixou para a foto com a fã desconhecida.
Ah! Esqueci de contar que quando os noivos chegaram, um senhor, talvez o pai da noiva, foi o único a esperá-los na porta do restaurante antes de garantir, depressa, um lugar para sentar e um garçom para lhe atender, com um saquinho na mão e, assim que eles se aproximaram, ele, sozinho e feliz, fez uma chuva de arroz, fazendo os noivos rirem alto e o fotógrafo quase perder o dedo de tanto clicar...


Ao analisar aquela festa de casamento eu tive vontade de chorar...
Era tudo tão simples, tão estranho dividir aquele momento com inúmeros desconhecidos que almoçavam com os olhos nos noivos e não paravam de comentar.
Por um momento eu senti uma certa pena... porque a alegria da noiva era tão grande, que me fez pensar que ela deve ter sonhado em casar e desejado, talvez por toda a vida até ali, casar-se, ser noiva e tudo mais e aquela comemoração era tão singela que poderia não suprir esse desejo.
Mas, de repente, eu respirei fundo e percebi que aquele era exatamente o momento com o qual ela havia sonhado: ela estava vestida de noiva, radiante com seu vestido branco, o véu e seu buquê roxo, a família e os amigos estavam lá sorrindo e admirando-a e ela havia casado com o homem que ama, porque dava pra notar que havia amor verdadeiro. 
O que mais ela poderia desejar?
E eu fiquei mais feliz! 
Fiquei feliz porque mais duas pessoas estavam ali acreditando no amor, na vida a dois, na família, mais duas pessoas estavam celebrando o casamento, tão desacreditado por tantos... E fiquei mais feliz porque em breve eu estarei vivendo esse momento tão único, tão feliz, tão especial, com o homem que eu amo e com as pessoas que amo, do jeito que podemos, do jeito que sonhamos!


Acho que nós somos mais felizes do que pensamos... Hoje, eu sou mais feliz!!!

Beijos sabor de alegria...



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